sábado, 1 de dezembro de 2012

PRÊMIO PETECA 2012 - POESIA DE CORDEL BEBERIBE

O ENCONTRO DE ANTÔNIO COM O SENHOR PETECA

Meus amigos atenção
Pra historia que vou contar,
De um menino que num sitio
Vivia a trabalhar
Um sonho tinha na vida
Brincar e estudar.

Antônio, era seu nome
Desde pequeno ficou,
Na companhia de uma tia
Que para trabalhar, lhe colocou
Em serviço muito pesado
Vamos ver o que se passou.

Sua tia mulher sisuda
Que vivia a lhe chamar
Era toda hora:
Menino venha cá,
E o coitado só dizia:
To indo titia, não pode esperar?

Deixe de conversa menino
Você tem que trabalhar,
Ela assim repreendia
Não deixava ele falar
Mesmo assim ele dizia,
Eu preciso é estudar.

A tia se adiantava
Que o estudo vale nada não,
É tudo perca de tempo,
Acabe com essa ilusão,
Só o trabalho vai te dar força
E pare de confusão.
                   
Pra sua tia agradar
O menino tudo fazia,
Cuidava da plantação
De cavalo, pato, cutia.
Isso não é serviço pra criança
Ela não reconhecia.


Antônio se revoltava
Com tudo que acontecia
Por traz daquele trabalho
Sua infância sua escondia
Ficava pensando no que fazer
Pra tudo mudar um dia.

Seu pensamento era cortado
Pelo grito da sua tia,
Antônio que ta fazendo?
Pensando ele dizia.
Parece que não tem o que fazer
A danada repreendia.

Dever você tem muito
Porque uma saída vou dar,
Fique cuidando de tudo
Minha filha vou buscar,
Ta chegando da cidade
Para uns dias aqui passar.

Depois de muito limpar,
Antônio cansado está.
Procura um lugar sossegado
Para ali descansar,
Pega logo no sono
E começa a sonhar.

Sonha com N. senhora
Que a ela foi apelar,
Pra arranjar um jeito ligeiro
Pra tudo se transformar,
E com a sua infância perdida
Um dia se encontrar.

Transformar a casa em escola
Onde possa aprender,
Que a criança tem direitos
Trabalhar, quando crescer,
Porque como a vida anda
Que futuro vai ter ?       

De repente uma grande explosão
Faz Antônio se acordar
Ele diz: que coisa ligeira
A senhora aqui chegar.
Mas logo percebe
Que outra pessoa ali estar.

Como enviada  se apresentou
Fazendo uma revelação,
Nessa mala algo trago
Pra atender  sua oração,
Combater o trabalho infantil
Dar a você a proteção.

Antônio se surpreende
Quando na mala encontrou,
Um livro muito bonito
Que dizia PETECA eu sou,
Pra devolver a infância
Que sua tia tirou.

Naquelas paginas ele via
Que a infância não se pode tirar,
Trabalho infantil é crime
É só verificar,
Nas leis do estatuto
Os direitos que vai dar.

O ECA como é chamado
É a lei de proteção,
Da criança e do adolescente
Que da direito a educação,
Praticar esporte  cultura e  lazer
E também a diversão.

Quanto mais o peteca conhecia
Tirava uma lição,
Dois lados tem a infância
O de ser feliz,dar opinião
Ser respeitado nos seus direitos,
Trabalho infantil não dá profissão.

Mas uma coisa lhe intrigava
O que fazer com a informação,
Se tudo que aqui  faço
Minha tia diz, é obrigação.
A enviada interfere dizendo:
O que ela faz é exploração.

Deixe com ela eu me entendo
Venha agora acompanhar,
Uma pessoa que comigo veio
Grande ajuda vai lhe dar,
Esta é Mariana
A professora do lugar

Ligeiro Antônio se arrumou
Pra professora acompanhar,
Ia sonhando no caminho
Jogar de bola, de bila brincar,
Ter a companhia dos livros
Os amigos que vai encontrar.

De esperança o menino se encheu
Quando a escola avistou,
Ficando com o coração alegre
Deixando pra traz o que passou,
Foi recebido pelo um homem
Como juiz do trabalho se apresentou.
 
Também me chamo Antônio
E combato a exploração,
Das crianças que os direitos
Respeitados não são,
Sua tia já entendeu
O que é dela obrigação.
A professora abraça o menino,
Falando aqui é seu lugar,
Segure o PETECA
Ele vai te acompanhar,
Mas não esqueça de um dever
Das pessoas respeitar.
E assim termino essa história
Com uma mensagem então:
RESPEITO A INFÂNCIA
É DE TODOS OBRIGAÇÃO,
E até a próxima
Sou Peteca em Ação. Programa de Educação contra a Exploração do Trabalho da Criança e do Adolescente.

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